Archive for dezembro \30\UTC 2009

O Tempo de Cada Um

dezembro 30, 2009

Paula (Fairuza Balk) conversa com um norueguês que acabou de conhecer em um bar. Livro e Roteiro: Rebecca Miller

Paula – Eu costumava escrever. Eu costumava pintar. Agora sou uma garçonete. Acho que serei uma dessas pessoas com muito potencial que nunca dão certo.
Norueguês – Essas são sempre as melhores pessoas.

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500 Dias com Ela

dezembro 23, 2009

Conversa entre Summer (Zooey Deschanel) e Tom (Joseph Gordon-Levitt) onde ela fala que não acredita em relacionamentos. Roteiro: Scott Neustandter e Michael H. Weber.

Tom – Espera, e se você se apaixonar?
Summer dá uma risada
Tom – O que foi?
Summer – Você não acredita nisso, acredita?
Tom – É amor, não é Papai Noel.

Um Beijo Roubado

dezembro 14, 2009

Jeremy (Jude Law) é dono de um bar e tem um jarro cheio de chaves deixadas por clientes. Ele explica a Elizabeth (Norah Jones) a história de algumas delas, inclusive de uma que era dele próprio.  Roteiro: Kar Wai Wong e Lawrence Block

Elizabeth –  Você me contaria as histórias dessas chaves?
Jeremy – Pra quê?
Elizabeth – Gostaria de saber como foram parar aí.
Jeremy –  Escolha uma.
(Elizabeth pega uma chave dentro do jarro)
Essas pertenciam a um jovem casal, anos atrás. Foram ingênuos em acreditar que passariam a vida toda juntos.
Elizabeth – O que aconteceu?
Jeremy – A vida aconteceu. Só isso. O tempo passa. É quase sempre a mesma coisa.
Elizabeth – Talvez um deles tenha fugido com outra pessoa.
Jeremy – Talvez o sentimento simplesmente tenha acabado.
Elizabeth pega outra chave – E essas?
Jeremy – Pertenciam a uma velha senhora. Sua melhor amiga viria pegá-las. Ela deixou as chaves e nunca mais apareceu. Ela era bem idosa. Eu suponho que tenha morrido, sei lá.
Elizabeth pega outra chave – E essas?
Jeremy – Essas chaves pertenciam a um rapaz de Manchester, Inglaterra, que fez planos e tinha sonhos de correr todas as maratonas do país, começando por Nova York. Ele ia escrever um diário sobre suas experiências, mas acabou dono de um bar. Depois, foram dadas a uma garota russa que adorava colecionar chaves e ver o pôr-do-sol. Infelizmente, gostava mais de pôr-do-sol do que de chaves, e desapareceu em um deles.
Elizabeth – Por  que não foi atrás dela?
Jeremy – Quando eu era criança, minha mãe me levava ao parque nos fins de semana. Ela dizia que, se eu me perdesse, deveria ficar parado num lugar para que me encontrasse.
Elizabeth – E dava certo?
Jeremy – Mais ou menos. Certa vez, ela se perdeu enquanto me procurava.

Participação Especial – À Espera de um Milagre

dezembro 7, 2009

Participação Especial é um espaço onde você pode colocar o seu trecho de filme favorito. Mande sua dica para thiagojd@gmail.com. Não é preciso escrever o diálogo, basta dizer qual é o filme, os atores que fazem parte da cena e explicar um pouco o conteúdo da conversa.

Dica de Fabrício Ofuji

Conversa entre Paul Edgecomb (Tom Hanks) e John Coffey (Michael Clarke Duncan), na véspera da execução de Coffey. Incomodado com o fato de ter de mandar um inocente à cadeira elétrica, Edgecomb  pergunta se pode fazer algo. Livro: Stephen King  Roteiro: Frank Darabount

Paul: John, tenho de perguntar algo muito importante.
John: Sei o que vai dizer. Você não precisa dizer.
Paul: Não. Preciso dizer. John, diga o que quer que eu faça. Quer que eu tire você daqui? Que deixe você fugir? Ver até onde consegue ir?
John: Por que faria algo tão bobo?
Paul: No dia do meu julgamento, quando estiver diante de Deus e Ele perguntar por que matei um de seus verdadeiros milagres o que eu direi? Que era o meu trabalho? É o meu trabalho…
John: Diga a Deus que foi uma gentileza sua. Sei que está preocupado e sofrendo. Posso sentir, mas precisa parar com isso. Eu quero que acabe. Eu quero. Estou cansado, chefe. Cansado de estar na estrada, solitário como um pardal na chuva. Cansado de nunca ter um amigo pra me dizer aonde vai, de onde vem ou por quê. Principalmente, estou cansado de as pessoas serem ruins. Estou cansado da dor que sinto e ouço no mundo todo dia. É muita dor. São como pedaços de vidro na minha cabeça o tempo todo. Você consegue entender?
Paul: Sim, John. Acho que sim.