Archive for agosto \31\UTC 2009

Obrigado por Fumar

agosto 31, 2009

obrigado

Nick Naylor (Aaron Eckhart) é o representante da indústria do Tabaco. Em um encontro com os representantes da indústria da arma e do álcool, ele conta que agora tem um guarda-costas por causa de um sequestro que sofreu. A partir daí começa um estranha disputa de ego entre eles para ver que indústria mata mais. Baseado no livro de Christopher Buckley.  Roteiro: Jason Reitman.

Nick Naylor – Ele disse que quer me seguir por todos os lados. Eu perguntei: “Quem está pagando por isso?”. Ele disse: “A indústria do tabaco está pagando”. Eu disse: “Eu não preciso de um guarda-costas. Eu sou um homem do povo.”
Armas – Bravo, Kennedy.
Álcool – Todos vamos precisar de guarda-costas daqui a pouco. Vocês viram o programa sobre o álcool fetal?  Eles fizeram parecer que estávamos incentivando as gestantes a beber. Já me via sendo sequestrada no meu caminho para o trabalho.
Nick Naylor – Não acho que o pessoal da indústria do álcool deva temer ser sequestrado.
Álcool – Como?
Nick Naylor – Não se ofenda, mas o tabaco gera mais raiva que o álcool.
Álcool – Oh! Isso é novidade.
Nick Naylor – Meu produto mata 475 mil pessoas ao ano!
Álcool – Agora 475 mil passou a ser um número legítimo.
Nick Naylor – Tá bom, 430 mil. São 12 mil ao dia. Quantas mortes por álcool tem ao ano? 100 mil no máximo? O que é isso? 270 ao dia? Uau. 270 pessoas, que grande tragédia! Desculpe se não vejo terroristas sequestrando alguém da indústria do álcool.
Armas – Bem, vamos relaxar.
Nick Naylor – Quantas mortes por armas de fogo tem ao ano no EUA?
Armas – 11 mil.
Nick Naylor – 11 mil? Está brincando? 30 por dia? Isso é menos que o número de mortes por acidente de carro. Nenhum terrorista vai incomodar vocês.

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O Diabo Veste Prada

agosto 24, 2009

diabo

Miranda (Meryl Streep) editora chefe de uma importante revista de moda está escolhendo os acessórios para um ensaio fotográfico. Uma assistente mostra dois cintos parecidos para ela escolher e fala que os dois são muito diferentes. Neste momento Andréa (Anne Hathaway) dá uma risada.  Baseado no livro de Lauren Weisberger   Roteiro: Aline Brosh McKenna

Miranda – Algo engraçado?
Andréa – Não, nada. É que para mim estes dois cintos são iguais. Eu ainda estou aprendendo sobre esta coisa.
Miranda – Esta “coisa”? Ah, entendi. Você acha que isso não tem nada a ver com você. Você abre o seu guarda-roupa e pega, sei lá, um suéter azul todo embolado porque você está tentando dizer ao mundo que você é séria demais para se preocupar com o que vestir. Mas o que você não sabe é  que esse suéter não é somente azul. Não é turquesa. É “sirilio”. E você também é cega para o fato de que em 2002 Oscar de la Renta fez uma coleção com vestidos somente nesse tom. E eu acho que foi Yves Saint Laurent, não foi? Que criou jaquetas militares em sirilio. Eu acho que precisamos de uma jaqueta aqui. E o sirilio começou a aparecer nas coleções de muitos estilistas. E logo chegou às lojas de departamentos. E acabou como um item de liquidação nessas lojinhas de beira de esquina. E foi assim que chegou a você. E sem dúvida esse azul representa milhões de dólares em incontáveis empregos. E é meio engraçado como você acha que fez uma escolha que te exclui da indústria da moda, quando, na verdade, você está usando um suéter que foi selecionado para você pelas pessoas nesta sala entre uma pilha de “coisas”.

Participação Especial

agosto 17, 2009

Participação especial é um espaço onde você pode colocar o seu trecho de filme favorito. Mande um e-mail para thiagojd@gmail.com e, se sua dica for selecionada, a gente coloca aqui no blog.

Deus6

CIDADE DE DEUS

Dica de Rodrigo Fernandes

Logo após o assalto no motel, o Trio Ternura se separa para escapar da polícia. Enquanto Marreco e Alicate se escondem no mato, Cabeleira busca abrigo no barraco de Lúcia Maracanã, onde não resiste aos encantos de Berenice. O diálogo acontece enquanto Berenice lava a louça.   Baseado no livro de Paulo Lins   Roteiro: Bráulio Mantovani

Cabeleira – Alô Berenice. É o seguinte, vou te mandar uma letra invocada agora. Pô mina…já viu falar em amor à primeira vista?
Berenice – Malandro não ama, malandro só sente desejo.
Cabeleira –  Assim  não dá prá conversar…
Berenice – Malandro não conversa, malandro desenrola uma idéia.
Cabeleira – Pô! Tudo que eu falo, tu mete a foice!
Berenice – Malandro não fala, malandro manda uma letra!
Cabeleira – Vou parar de gastar meu português contigo que tá foda.
Berenice – Malandro não para, malandro dá um tempo

Lugares Comuns

agosto 11, 2009

lugares2

Fernando Robles (Federico Luppi) sai com um antigo amigo para fazer cópias de um livro sobre perfumes em uma biblioteca. Lá eles conhecem Tutti Tudela (María Fiorentino). Fernando e Tutti têm uma bela conversa na qual ele explica porque é fiel há 40 anos à sua mulher.
Baseado no livro de Lorenzo Aristarian   Roteiro: Adolfo Aristarain e Kathy Saavedra

Tutti – Embora a essência da lavanda seja muito boa convém misturar com pequenas quantidades de outros azeites. Isso fortalece a fórmula. Tem um livro de química industrial que explica tudo isso. Posso emprestar, mas terá de devolver porque não é meu. É do Instituto.
Fernado – Muito obrigado. Eu vou devolver. E se eu não entender alguma coisa, perguntarei. Parece que você sabe bastante sobre perfumes.
Tutti – Sei tanto disso quanto você de mulheres. Esse olhar discreto, que me olhou de cima a baixo. Acho que gostou do que viu, não é?
Fernando – Ou você é muito sábia, ou meu olhar está perdendo a discrição. Também não esperava encontrar alguém que despertasse em mim um inequívoco sentimento de luxúria.
Tutti – Você é uma presa que uma mulher sem preconceitos adoraria conquistar
Amigo – Se quiserem, eu continuo com as cópias, e vocês vão tomar um café.
Tutti – Eu ainda tenho alguns preconceitos. Este momento não passa de uma troca muito agradável de elogios eróticos. Puro flerte entre duas pessoas muito experientes.
Fernando – Experiência não quer dizer conhecimento. Eu não sei nada de mulheres.
Tutti – Isto é uma mentira elegante. Há coisas que cavalheiros não gostam de falar.
Fernando – As poucas mulheres que conheci na minha vida, eu as admirei, olhei e tentei decifrar. Não consegui. Nunca deixaram de ser um mistério. Nunca deixaram de me surpreender. Hoje o importante é desfrutar a sua presença. Não percebi isso logo, mas depois de um tempo aprendi a ouvi-las, a valorizar seus silêncios, os olhares. Momentos em que parece não acontecer nada, e acontece tudo. Aprendi a respeitar sua intuição, sua inteligência. E aprendi a amá-las.
Tutti – Quero adverti-lo de que o nível das minhas defesas está diminuindo perigosamente. Não se pode dizer essas coisas assim, como se não fossem nada.
Amigo – Eu me vou. Espero você no carro.
Fernando – Estou casado há 40 anos com a mesma mulher, e sou fiel.
Tutti – Eu não sou fofoqueira, não precisa mentir para mim.
Fernando – Não estou mentindo. Nunca me obriguei a ser fiel a minha mulher. Não é uma norma ou um pacto a respeitar. Eu e Lili, minha mulher, sempre dissemos que, se alguém cruzar nosso caminho, azar. Mas sem mentiras. Estamos juntos porque queremos, ninguém nos obriga. Nos obrigamos a ser leais. Nenhuma mulher que conheci depois de Lili ganha dela. As observo, posso admirá-las, posso conhecer alguém como Tutti Tudela. Estou aberto ao que possa acontecer, mas não tem jeito. Lili ganha. Lili ganha sempre.

Erin Brockovich

agosto 5, 2009

erin

Erin Brockovich (Julia Roberts) vai tirar satisfação com o seu novo vizinho George (Aaron Eckhart) que está fazendo barulho de frente à sua casa.
Roteiro: Susannah Grant

Erin – Por que você está fazendo tanto barulho?
George – Estou “nos” apresentando aos vizinhos, eu acho.
Erin – Bom, eu sou a vizinha. Pronto. Fomos apresentados. Então cale a boca.
George – Espere. Vamos recomeçar. Meu nome é George, e o seu?
Erin – Apenas pense em mim como a vizinha que gosta de silêncio.
George – Qual é! Não faça isso. Somos vizinhos. Estou mal. Desculpa. Aceita minhas desculpas? Estarei aqui, se precisar de açúcar ou creme.
Erin – Não preciso de açúcar
George – Não precisa de açúcar? Então eu posso levá-la para jantar para me desculpar? Me dê o seu numero. Eu já tenho o endereço. Não tem como escapar. Eu te ligo e te convido.
Erin – Quer meu número?
George – Quero. Quero mesmo.
Erin – Que número você quer… George?
George – Gosto de como diz “George”. Quantos números você tem?
Erin –  Eu tenho números saindo pelas minhas orelhas. Por exemplo: dez.
George – Dez?
Erin – Sim. Minha filha tem dez meses.
George – Você tem uma filha?
Erin – Sexy, não é? Que tal outro número? Seis.Essa é a idade da minha outra filha. Oito é a idade do meu filho. Dois é o numero de vezes que fui casada. E me divorciei. 16 é o numero de dólares que tenho na minha conta. 850-3943 é o meu telefone. E com todos esse números que eu te dei, zero é o numero de vezes que você vai ligar.