Sideways

fevereiro 4, 2010 por thiagojd

Dedico este post a minha esposa, Juliana. A minha Pinot.

Miles (Paul Giamatti) explica para  Maya (Virginia Madsen) porque gosta tanto de vinhos feitos com as uvas Pinot. Livro: Rex Pickett  Roteiro: Jim Taylor e Alexander Payne.

Maya – Posso fazer uma pergunta pessoal?
Miles – Claro.
Maya – Por que gosta tanto de Pinot? Digo, é uma coisa séria pra você.
Miles – Não sei. Não sei. É uma uva difícil de cultivar. Como você sabe, certo?  A casca é fina, é temperamental, amadurece cedo. Não é uma sobrevivente como a Cabernet, que pode crescer em qualquer lugar, mesmo quando negligenciada. Não. A Pinot precisa de cuidado e atenção. Na verdade, ela só consegue crescer em locais bastantes específicos e remotos do mundo.  E somente os criadores mais pacientes e cuidadosos conseguem fazer isso, de fato. Somente alguém que se dá o trabalho de entender o potencial da Pinot pode fazê-la atingir o seu grau máximo de expressão. E então, seus sabores são os mais sedutores, brilhantes, excitantes, sutis e antigos do planeta.

Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes

janeiro 26, 2010 por thiagojd

Barry (Lenny McLean) fala ao telefone com Dean (Jake Abraham). Roteiro: Guy Ritchie

Barry Quando você dança com o diabo tem de esperar a música acabar.

Participação Especial – Pescador de Ilusões

janeiro 20, 2010 por thiagojd

Participação Especial é um espaço onde você pode colocar o seu trecho de filme favorito. Mande sua dica para thiagojd@gmail.com. Não é preciso escrever o diálogo, basta dizer qual é o filme, os atores que fazem parte da cena e explicar um pouco o conteúdo da conversa.

Dica de Monique Vidal do blog A Sombra da Lua

Conversa entre Parry (Robin Willians) e Lydia (Amanda Plummer) enquanto ele a leva para casa depois do primeiro encontro. Roteiro: Richard LaGravenese.

Lydia – Não precisa me dizer coisas bonitas. É fora de moda diante do que vamos fazer.
Parry – O que vamos fazer?
Lydia – Está indo até minha casa. Acho que está um pouco atraído por mim. E talvez queira subir para um café.
Parry – Eu não bebo café.
Lydia – Vamos beber algo e conversaremos para nos conhecermos melhor, ficaremos à vontade. Então você vai dormir comigo. E de manhã você vai acordar e estará distante. E não poderá tomar café da manhã comigo. Talvez só uma xícara de café.
Parry – Eu não bebo café.
Lydia – Então trocaremos telefones e você partirá. E nunca ligará. Eu irei trabalhar me sentindo tão bem por uma hora, e então lentamente irei me transformar num trapo… Não sei por que estou entrando nessa. Foi um prazer conhecê-lo.  Boa noite
Lydia sai correndo.
Parry – Boa noite. Espere! Espere! Por favor.
Parry corre atrás de Lydia e a alcança na frente da porta da casa dela.
Lydia – Não estou me sentindo bem.
Parry – Não é à toa.  Em 30 segundos, nos conhecemos, fizemos amor e rompemos. E não me lembro de ter dado o primeiro beijo, que é a melhor parte.
Lydia – Foi muito especial para mim…
Parry – É hora de você se calar. Cale-se, por favor. Não vou subir. Não tinha essa intenção.
Lydia – Oh, meu Deus!  Você não quer.
Parry – Quero sim.  Não imagina como você me excita. Mas não quero só uma noite.  Preciso confessar algo para você.
Lydia – É casado?
Parry – Não.
Lydia – Divorciado?
Parry – Não.
Lydia – Tem alguma doença?
Parry – Não. Pare, por favor. Estou apaixonado por você.
Lydia faz que vai falar algo. Parry faz um gesto para ela ficar em silêncio.
Parry – E isso não é de hoje. Conheço você há muito tempo. Sei que sai do serviço ao meio-dia, fica presa na porta, é empurrada e, três segundos depois, sai de novo. Ando atrás de você no almoço. Se é um bom dia, você compra um romance na livraria. Sei o que você pede para comer. Às quartas, almoça no Dinsum e compra um doce antes de voltar ao trabalho. Eu sei que você odeia o seu serviço, não tem muitos amigos. Às vezes fica atrapalhada e não se sente tão maravilhosa quanto os outros. Sente-se sozinha e abandonada.  Eu amo você.  Eu amo você. Eu acho que você é a  melhor coisa depois da prateleira de temperos. E ficarei mais que feliz se eu puder ter apenas um primeiro beijo. E não ficarei distante. Voltarei de manhã e ligarei, se você deixar. Mas ainda sim não beberei café.
Lydia – Você é real, não é?

A Loja Mágica de Brinquedos

janeiro 15, 2010 por thiagojd

Dedico este texto as minhas queridas primas Mariana, Leila, Cecília e Juliana pela grande perda que tiveram este ano. Força.

Sr. Magorium (Dustin Hoffman), um excêntrico dono de uma loja de brinquedos, conta para sua assistente Mahoney (Natalie Portman) que vai morrer naquele dia. Ela fica triste e não aceita. Então ele faz esse belo discurso. Roteiro: Zach Helm.

Sr. Magorium – Quando o Rei Lear morre no ato 5, sabe o que Shakespeare escreveu? Ele escreveu “Ele morre”.  Só isso. Nada mais. Sem fanfarras, sem metáforas, sem palavras finais brilhantes. O ponto culminante da mais influente obra da literatura dramática é “Ele morre”. Foi preciso Shakespeare, um gênio, para escrever “ele morre”.  E sempre que leio essas palavras, sou tomado por um desassossego.  Sei que é natural ficar triste. Mas não pelas palavras “ele morre”, mas pela vida que vimos antes dessas palavras.
Eu vivi todos os meus cinco atos, Mahoney. E não peço para que fique feliz com minha partida. Só peço que vire a página, continue lendo e deixe que a próxima história comece. E, se algum dia alguém perguntar por mim, conte minha vida com todo o esplendor e termine com um simples e modesto: “Ele morreu”.

Gran Torino

janeiro 5, 2010 por thiagojd

O padre Janovich (Christopher Carley) vai até a casa de Walt Kowalski (Clint Eastwood) conversar sobre a confusão que ele arrumou com uma gangue e sobre o ato de se confessar.  Roteiro: Nick Schenk e Dave Johannson

Padre –  Boa tarde, Walt
Walt – Já disse que não vou me confessar.
Padre – Por que não chamou a policia?
Walt – Como é?
Padre –  Trabalho com algumas das gangues hmong e soube que houve um problema no bairro. Por que não chamou a policia?
Walt – Bem, rezei para que a polícia aparecesse mas não fui atendido.
Padre –  Onde estava com a cabeça? Alguém poderia ter morrido. Era uma questão de vida ou morte.
Walt – Quando surge um problema é preciso agir rápido.  Na Coréia, quando mil chinas vinham para cima da gente gritando, a gente não chamava a polícia, a gente reagia.
Padre –  Não estamos na Coréia, Sr. Kowalski. Andei pensando na conversa que tivemos sobre vida e morte.  Sobre o que disse, sobre como carrega as coisas horríveis que teve que fazer. Coisas horríveis que não consegue esquecer.  Seria bom que pudesse se livrar desse fardo. O que se faz na guerra é terrível.  Receber ordem para matar. Matar para se salvar, para salvar os outros.  Tem razão. Sobre essas coisas, eu não sei nada. Mas sei sobre perdão. Eu vi muitos homens que confessaram seus pecados, admitiram sua culpa e se livraram desse peso.  Homens mais fortes do que o senhor.  Homens que foram obrigados a fazer coisas horríveis na guerra e agora estão em paz.
Walt – Tiro o chapéu para você, padre. Você veio preparado desta vez.
Padre –  Obrigado
Walt – E tem razão quanto a uma coisa: homens mais fortes do que eu conseguindo a salvação. Aleluia. Mas engana-se quanto a outra coisa.
Padre – O quê, Sr. Kowalski?
Walt – O que mais apavora um homem é o que ele fez e não era obrigado a fazer.

O Tempo de Cada Um

dezembro 30, 2009 por thiagojd

Paula (Fairuza Balk) conversa com um norueguês que acabou de conhecer em um bar. Livro e Roteiro: Rebecca Miller

Paula – Eu costumava escrever. Eu costumava pintar. Agora sou uma garçonete. Acho que serei uma dessas pessoas com muito potencial que nunca dão certo.
Norueguês – Essas são sempre as melhores pessoas.

500 Dias com Ela

dezembro 23, 2009 por thiagojd

Conversa entre Summer (Zooey Deschanel) e Tom (Joseph Gordon-Levitt) onde ela fala que não acredita em relacionamentos. Roteiro: Scott Neustandter e Michael H. Weber.

Tom – Espera, e se você se apaixonar?
Summer dá uma risada
Tom – O que foi?
Summer – Você não acredita nisso, acredita?
Tom – É amor, não é Papai Noel.

Um Beijo Roubado

dezembro 14, 2009 por thiagojd

Jeremy (Jude Law) é dono de um bar e tem um jarro cheio de chaves deixadas por clientes. Ele explica a Elizabeth (Norah Jones) a história de algumas delas, inclusive de uma que era dele próprio.  Roteiro: Kar Wai Wong e Lawrence Block

Elizabeth –  Você me contaria as histórias dessas chaves?
Jeremy – Pra quê?
Elizabeth – Gostaria de saber como foram parar aí.
Jeremy –  Escolha uma.
(Elizabeth pega uma chave dentro do jarro)
Essas pertenciam a um jovem casal, anos atrás. Foram ingênuos em acreditar que passariam a vida toda juntos.
Elizabeth – O que aconteceu?
Jeremy – A vida aconteceu. Só isso. O tempo passa. É quase sempre a mesma coisa.
Elizabeth – Talvez um deles tenha fugido com outra pessoa.
Jeremy – Talvez o sentimento simplesmente tenha acabado.
Elizabeth pega outra chave – E essas?
Jeremy – Pertenciam a uma velha senhora. Sua melhor amiga viria pegá-las. Ela deixou as chaves e nunca mais apareceu. Ela era bem idosa. Eu suponho que tenha morrido, sei lá.
Elizabeth pega outra chave – E essas?
Jeremy – Essas chaves pertenciam a um rapaz de Manchester, Inglaterra, que fez planos e tinha sonhos de correr todas as maratonas do país, começando por Nova York. Ele ia escrever um diário sobre suas experiências, mas acabou dono de um bar. Depois, foram dadas a uma garota russa que adorava colecionar chaves e ver o pôr-do-sol. Infelizmente, gostava mais de pôr-do-sol do que de chaves, e desapareceu em um deles.
Elizabeth – Por  que não foi atrás dela?
Jeremy – Quando eu era criança, minha mãe me levava ao parque nos fins de semana. Ela dizia que, se eu me perdesse, deveria ficar parado num lugar para que me encontrasse.
Elizabeth – E dava certo?
Jeremy – Mais ou menos. Certa vez, ela se perdeu enquanto me procurava.

Participação Especial – À Espera de um Milagre

dezembro 7, 2009 por thiagojd

Participação Especial é um espaço onde você pode colocar o seu trecho de filme favorito. Mande sua dica para thiagojd@gmail.com. Não é preciso escrever o diálogo, basta dizer qual é o filme, os atores que fazem parte da cena e explicar um pouco o conteúdo da conversa.

Dica de Fabrício Ofuji

Conversa entre Paul Edgecomb (Tom Hanks) e John Coffey (Michael Clarke Duncan), na véspera da execução de Coffey. Incomodado com o fato de ter de mandar um inocente à cadeira elétrica, Edgecomb  pergunta se pode fazer algo. Livro: Stephen King  Roteiro: Frank Darabount

Paul: John, tenho de perguntar algo muito importante.
John: Sei o que vai dizer. Você não precisa dizer.
Paul: Não. Preciso dizer. John, diga o que quer que eu faça. Quer que eu tire você daqui? Que deixe você fugir? Ver até onde consegue ir?
John: Por que faria algo tão bobo?
Paul: No dia do meu julgamento, quando estiver diante de Deus e Ele perguntar por que matei um de seus verdadeiros milagres o que eu direi? Que era o meu trabalho? É o meu trabalho…
John: Diga a Deus que foi uma gentileza sua. Sei que está preocupado e sofrendo. Posso sentir, mas precisa parar com isso. Eu quero que acabe. Eu quero. Estou cansado, chefe. Cansado de estar na estrada, solitário como um pardal na chuva. Cansado de nunca ter um amigo pra me dizer aonde vai, de onde vem ou por quê. Principalmente, estou cansado de as pessoas serem ruins. Estou cansado da dor que sinto e ouço no mundo todo dia. É muita dor. São como pedaços de vidro na minha cabeça o tempo todo. Você consegue entender?
Paul: Sim, John. Acho que sim.

Invasões Bárbaras

novembro 30, 2009 por thiagojd

Remy (Rémy Girard) que está com câncer terminal conversa com Nathalie (Marie-Josée Croze)  uma jovem que fornece heroína para ele. Roteiro: Denys Arcand.

Remy – Você  não dá muita importância à vida, dá?
Nathalie – Na verdade, não.
Remy – Eu era como você na sua idade. Podia morrer a qualquer minuto. Pouco me importava. É por isso que os jovens dão os melhores mártires. É paradoxal, quando envelhecemos é que nos apegamos à vida. Quando começamos a subtrair: me restam 20 anos, 15 anos, 10. Quando sabemos que é a última vez que fazemos alguma coisa. É a última vez que compro um carro, a última vez que vejo Gênova, Barcelona.
Nathalie – Não viverei tanto tempo.
Remy –  Como pode saber?
Nathalie – Overdoses são freqüentes, sabia?
Remy – Nem isso você pode prever. Talvez pare e viva até ficar bem velhinha. Não entendemos o passado, como podemos prever o futuro. Ninguém nunca sabe o que vai acontecer. Exceto eu, agora. Eu sei.
Nathalie – Sente medo?
Remy – Claro que sim. Não quero deixar a vida. Não pode imaginar como a amei.
Nathalie – E o que tanto amou?
Remy – Tudo. O vinho, os livros, a música, as mulheres, principalmente as mulheres. Seus cheiros, sua boca, a maciez da sua pele.
Nathalie – Conheceu muitas?
Remy – Sim
Nathalie – Com o tempo, não começam a se parecerem umas com as outras?
Remy – Sim, um pouco. Mas nunca me cansei delas.
Nathalie –  Continua um sedutor?
Remy – Não. Com a idade não é mais a mesma coisa.
Nathalie – Mas ainda pode beber vinho.
Remy – Infelizmente meu fígado não permite.
Nathalie – E as viagens que queria fazer, você fez?
Remy – Hoje em dia, há turistas demais em toda parte.
Nathalie – Não é sua vida atual que você não quer deixar. É a sua vida passada. E essa já está morta.

O Curioso Caso de Benjamin Button

novembro 23, 2009 por thiagojd

Dedico esse post a alguns amigos que tiveram a coragem de recomeçar: João, Marcos, Fabrício e Dexter.

Caroline (Julia Ormond) lê emocionada uma carta na qual seu pai Benjamin Button (Brad Pitt) dá alguns conselhos para ela. Enquanto lê ouvimos a voz de Benjamin.  Conto: F. Scott Fitzgerald  Roteiro: Eric Roth e Robin Swicord

Benjamin Button – Se é que minha opinião importa, nunca é tarde demais ou, no meu caso, cedo demais para ser quem você quer ser. Não há limite de tempo. Comece quando quiser. Mude ou continue sendo a mesma pessoa. Não há regras para isso. Podemos tirar o máximo ou o mínimo proveito das coisas. Espero que você tire o máximo. Espero que veja coisas surpreendentes. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com um ponto de vista diferente. Espero que tenha uma vida da qual se orgulhe. E se não se orgulhar dela, espero que encontre forças para começar tudo de novo

Frida

novembro 16, 2009 por thiagojd

frida

Tina Modotti (Ashley Judd) faz um discurso no casamento de seus amigos Frida Kahlo (Salma Hayek) e Diego Rivera (Alfred Molina).  Livro: Hayden Herrera  Roteiro: Clancy Sigal, Diane Lake, Gregory Nava e Anna Thomas.

Tina Modotti – Não acredito no casamento. Não mesmo. Preciso deixar isso claro. No mínimo, é um ato político hostil, um modo como homens medíocres mantêm a mulher em casa e fora do caminho à guisa da tradição e  do conservadorismo religioso. No melhor, é só uma bela ilusão: duas pessoas que se amam e que nem imaginam o quanto farão um ao outro infeliz. Mas… quando duas pessoas sabem disso e decidem, de olhos bem abertos, enfrentar um ao outro e se casar mesmo assim, então não acho que seja conservador, nem ilusório. É sim um ato radical, corajoso e muito romântico.

Pequena Miss Sunshine

novembro 10, 2009 por thiagojd

miss sunshine

Quando Olive (Abigail Breslin)  pergunta a seu avô Edwin (Alan Arkin) se ela é uma perdedora, ele dá essa linda explicação.  Roteiro: Michael Arndt.

Avô – Você sabe o que é um perdedor? Perdedor é alguém que tem tanto medo de não vencer, que nem mesmo tenta.

Sessão Extra – Antes do Amanhecer

novembro 6, 2009 por thiagojd

Às vezes fica difícil escolher só um dialogo de um filme. Para resolver esse problema agora tem a Sessão Extra.

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Celine (Julie Delpy) fala sobre Deus com Jesse (Ethan Hawke).  Roteiro: Richard Linklater e Kim Krizan

Celine – Acho que, se há algum Deus, ele não está em nenhum de nós. Nem em você, nem em mim… mas nesse espaço entre nós. Se há algum tipo de magia no mundo, ela deve estar na tentativa de entender e compartilhar algo com alguém. Sei que é quase impossível conseguir isso. Mas e daí? A resposta deve estar na tentativa.

Participação Especial – Antes do Amanhecer

novembro 4, 2009 por thiagojd

Participação Especial é um espaço onde você pode colocar o seu trecho de filme favorito. Mande sua dica para thiagojd@gmail.com. Não é preciso escrever o diálogo, basta dizer qual é o filme, os atores que fazem parte da cena e explicar um pouco o conteúdo da conversa.

antes do amanhecer

Dica de Alexandre Inagaki do blog Pensar Enlouquece

Celine (Julie Delpy) conversa com Jesse (Ethan Hawke) nas ruas de Viena. Roteiro: Richard Linklater e Kim Krizan

Celine – Tudo que fazemos na vida não é uma tentativa de sermos amados um pouco mais?