Novembro 6, 2009 por thiagojd
Às vezes fica difícil escolher só um dialogo de um filme. Para resolver esse problema agora tem a Sessão Extra.

Celine (Julie Delpy) fala sobre Deus com Jesse (Ethan Hawke). Roteiro: Richard Linklater e Kim Krizan
Celine – Acho que, se há algum Deus, ele não está em nenhum de nós. Nem em você, nem em mim… mas nesse espaço entre nós. Se há algum tipo de magia no mundo, ela deve estar na tentativa de entender e compartilhar algo com alguém. Sei que é quase impossível conseguir isso. Mas e daí? A resposta deve estar na tentativa.
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Novembro 4, 2009 por thiagojd
Participação Especial é um espaço onde você pode colocar o seu trecho de filme favorito. Mande sua dica para thiagojd@gmail.com. Não é preciso escrever o diálogo, basta dizer qual é o filme, os atores que fazem parte da cena e explicar um pouco o conteúdo da conversa.

Dica de Alexandre Inagaki do blog Pensar Enlouquece
Celine (Julie Delpy) conversa com Jesse (Ethan Hawke) nas ruas de Viena. Roteiro: Richard Linklater e Kim Krizan
Celine – Tudo que fazemos na vida não é uma tentativa de sermos amados um pouco mais?
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Novembro 3, 2009 por thiagojd

Daniel Plainview (Daniel Day Lewis) fala com seu irmão Henry (Kevin J. O’Connor) sobre o que pensa das pessoas. Livro: Upton Sinclair Roteiro: Paul Thomas Anderson
Daniel – Você é invejoso? Você sente inveja?
Henry – Acho que não.
Daniel – Eu sou competitivo por natureza. Não quero que ninguém tenha sucesso. Eu odeio a maior parte das pessoas.
Henry – Essa parte de mim se foi trabalhando e não conseguindo ser bem sucedido. Eu deixei de lado todas as minhas falhas. Eu simplesmente não me importo mais.
Daniel – Se minha natureza é essa, a sua também é. Tem horas que olho para as pessoas e não vejo nada que eu goste. Eu quero ganhar dinheiro suficiente para poder me livrar de todo mundo.
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Outubro 26, 2009 por thiagojd

Pensamento de Lourenço (Selton Mello) que está apaixonado pela bunda de uma garçonete da lanchonete que ele frequenta. Livro: Lourenço Mutarelli Roteiro: Marçal Aquino e Heitor Dhalia
Lourenço – Bem que eu queria estar agora com a bunda ao meu lado. Mas mulher é tudo igual. Se você bobear, os convites vão pra gráfica.
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Outubro 22, 2009 por thiagojd
Às vezes fica difícil escolher só um dialogo de um filme. Para resolver esse problema agora tem Sessão Extra.

Bob (Bill Murray) fala sobre filhos com Charlote (Scarlett Johansson). Roteiro: Sofia Coppola
Bob – Tudo fica bem mais complicado quando você tem filhos.
Charlote – É. Isso assusta.
Bob – O dia mais apavorante da sua vida é quando nasce o primeiro.
Charlote – Ninguém te fala isso.
Bob – A sua vida, como você conhecia, some. Nunca mais volta. Só que eles aprendem a andar e a falar e você quer estar junto deles. E eles acabam se tornando as pessoas mais encantadoras que você conhecerá em sua vida.
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Outubro 19, 2009 por thiagojd

Bob (Bill Murray) explicando algo sobre a vida para Charlote (Scarlett Johansson). Roteiro: Sofia Coppola
Bob – Quanto mais você sabe quem é e o que quer, menos você deixa que as coisas o perturbem.
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Outubro 13, 2009 por thiagojd

James M. Barries (Johnny Depp) é escritor e dá um caderno em branco para incentivar o menino Peter (Freddie Highmore) a escrever. Peça: Allan Knee Roteiro: David Magee
Peter – Ainda não sei sobre o que escrever.
James – Escreva sobre tudo. Escreva sobre sua família, escreva sobre a baleia falante.
Peter – Que baleia?
James – Aquela que está presa na sua imaginação e doida para sair.
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Outubro 5, 2009 por thiagojd

Frase de Maicon (William Hurt) para sua ex mulher. Livro: Anne Tyler Roteiro: Frank Galati e Lawrence Kasdan
Maicon - Começo a achar que o importante não é o quanto você ama uma pessoa. Talvez o que realmente importa seja quem você é quando está com ela.
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Setembro 28, 2009 por thiagojd
Participação Especial é um espaço onde você pode colocar o seu trecho de filme favorito. Mande sua dica para thiagojd@gmail.com. Não é preciso escrever o diálogo, basta dizer qual é o filme, os atores que fazem parte da cena e explicar um pouco o conteúdo da conversa. Participem.

DANÇA COMIGO
Dica de Sandra Batista
Beverly (Susan Sarandon) conversa com o detetive Devine (Richard Jenkins) Roteiro: Audrey Wells e Masayuki Suo.
Beverly – Por que acha que as pessoas se casam?
Sr. Devine – Paixão!
Beverly – Não.
Sr. Devine – Interessante, eu pensei que você fosse uma romântica. Então, por que é?
Beverly – Porque precisamos de uma testemunha para nossas vidas. Há um bilhão de pessoas no mundo, que importância tem a vida de cada pessoa, na verdade? Mas no casamento, você se compromete a se importar com tudo. As coisas boas, as coisas ruins, as coisas terríveis, as coisas comuns… com tudo, sempre, todos os dias. Você diz: “a sua vida não passará sem ser notada, porque eu estarei lá para notar. Sua vida não ficará sem testemunhas, porque eu serei a sua testemunha.”
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Setembro 21, 2009 por thiagojd

Sean (Robin Williams) dá uma bela explicação sobre a vida ao seu paciente Will Hunting (Matt Damon). Roteiro: Ben Affleck e Matt Damon
Sean – Pensei no que disse outro dia sobre o meu quadro. Passei metade da noite acordado. Até que me toquei de algo e caí num sono profundo. E não pensei mais nisso. Sabe o que foi?
Will – Não
Sean – Você é só um garoto. Não sabe o que está falando.
Will – Obrigado.
Sean – Tudo bem… Você já saiu de Boston?
Will – Não.
Sean – Se eu te perguntar sobre arte, me dirá tudo escrito sobre o tema. Michelangelo, você sabe muito sobre ele: sua obra, aspirações políticas, ele e o papa, tendências sexuais, tudo. Mas não pode falar do cheiro da Capela Sistina. Nunca esteve lá, nem olhou aquele teto lindo. Nunca o viu. Se eu te perguntar sobre mulheres, me dará uma lista das favoritas. Já deve ter transado algumas vezes, mas não sabe o que é acordar ao lado de uma mulher e se sentir realmente feliz. Você é um garoto sofrido. Se perguntar sobre a guerra, vai me citar Shakespeare “Outra vez ao mar, amigos.” Mas não conhece a guerra. Nunca teve a cabeça do seu melhor amigo no colo e viu seu último suspiro pedindo ajuda. Se te perguntar sobre amor, citará um soneto. Mas nunca olhou uma mulher e se sentiu completamente vulnerável. Alguém que o entendesse com um olhar, como se Deus tivesse posto um anjo na Terra só para você, para salvá-lo do inferno. E você sem saber como ser o anjo dela, como amá-la, apóia-la, estar com ela sempre, em tudo… no câncer. Não sabe o que é dormir sentado num hospital por dois meses, segurando a mão dela, porque os médicos viam em seus olhos que o termo “horário de visitas” não se aplica a você. Não sabe nada de perda, porque ela só ocorre quando você ama algo mais que a si próprio. Duvido que já tenha amado alguém assim. Olho pra você, e não vejo um homem inteligente e confiante. Só um garoto convencido e assustado. Mas você é um gênio, é inegável. Ninguém entenderia sua complexidade. Mas você acha que me conhece por um quadro e disseca minha vida. Você é um órfão, não é? Acha que sei de como sofreu, como se sente, quem você é, porque li Oliver Twist? Você se resume a isso? Pessoalmente estou cagando para isso, porque eu não posso aprender nada sobre você, não posso ler em nenhum livro. A menos que me conte sobre você, quem você é. Isso me fascinaria. Isso sim. Mas não quer fazer isso não é? Morre de medo do que poderia dizer. Você que sabe.
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Setembro 15, 2009 por thiagojd

Discussão entre Dan (Jude Law) e Alice (Natalie Portman) logo após ele terminar com ela para ficar com Anna (Julia Roberts). Baseado na peça de Patrick Marber Roteiro: Patrick Marber
Dan – Lamento muito.
Alice – É irrelevante. Lamenta o quê?
Dan – Tudo.
Alice – Por que não me contou antes?
Dan – Covardia.
Alice – É por ela ser bem-sucedida?
Dan – Não. É porque ela não precisa de mim.
Alice – Você trouxe ela aqui?
Dan – Sim.
Alice – Ela não se casou?
Dan – E parou de me ver.
Alice – Foi durante a nossa viagem? Para comemorar nossos 3 anos juntos? Você ligou pra ela? Implorou que voltasse? Quando ia dar seus “longos passeios sozinho”?
Dan – Sim.
Alice – Seu merda.
Dan – A decepção é algo brutal. Não vou negar.
Alice – Como? Como você consegue? Como faz isso com alguém?
Dan fica em silêncio tentando pensar em algo pra dizer.
Alice – Isso não é resposta.
Dan – Me apaixonei por ela.
Alice – Ah! Como se você não tivesse escolha. Tem um momento. Tem sempre um momento: “Posso me entregar ou posso resistir.” Não sei quando foi o seu, mas tenho certeza que existiu.
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Setembro 10, 2009 por thiagojd

O Diabo, na figura de John Milton (Al Pacino), dá sua opinião sobre Deus e sobre si mesmo ao seu filho Kevin (Keaune Reeves). Baseado no livro de Andrew Neiderman Roteiro: Jonathan Lemkin e Tony Gilroy.
John Milton – Escute aqui, vou te dar algumas informações sobre Deus. Deus gosta de observar. Ele é um gozador. Pense. Ele dá instintos ao homem. Ele dá a você esse extraordinário dom, e o que faz depois? Eu juro, para a própria diversão dele, para sua própria comédia cósmica particular, ele cria regras contrárias. É a maior piada de todas. Olhe, mas não toque. Toque, mas não prove. Prove. Não engula. E, enquanto você pula de um pé para o outro, o que Ele faz? Ele fica se mijando de tanto rir. Ele é um sacana. Um sádico. Ele é um patrão ausente. Adorar isso? Nunca
Kevin – “É melhor reinar no inferno que servir no céu”, não é?
John Milton – Por que não? Estou aqui com o meu nariz no chão desde que tudo começou. Eu nutri cada sensação que o homem foi inspirado a ter. Eu me preocupei com seus desejos e nunca o julguei. Por quê? Porque eu jamais o rejeitei, apesar de suas imperfeições. Eu sou um fã do homem! Eu sou um humanista. Talvez o último humanista. Quem, em sã consciência, poderia negar que o século XXI foi inteirinho meu? O século todo! Todo! Meu! Estou no topo, Kevin. É a minha vez agora. É a nossa vez.
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Agosto 31, 2009 por thiagojd

Nick Naylor (Aaron Eckhart) é o representante da indústria do Tabaco. Em um encontro com os representantes da indústria da arma e do álcool, ele conta que agora tem um guarda-costas por causa de um sequestro que sofreu. A partir daí começa um estranha disputa de ego entre eles para ver que indústria mata mais. Baseado no livro de Christopher Buckley. Roteiro: Jason Reitman.
Nick Naylor – Ele disse que quer me seguir por todos os lados. Eu perguntei: “Quem está pagando por isso?”. Ele disse: “A indústria do tabaco está pagando”. Eu disse: “Eu não preciso de um guarda-costas. Eu sou um homem do povo.”
Armas – Bravo, Kennedy.
Álcool – Todos vamos precisar de guarda-costas daqui a pouco. Vocês viram o programa sobre o álcool fetal? Eles fizeram parecer que estávamos incentivando as gestantes a beber. Já me via sendo sequestrada no meu caminho para o trabalho.
Nick Naylor – Não acho que o pessoal da indústria do álcool deva temer ser sequestrado.
Álcool – Como?
Nick Naylor – Não se ofenda, mas o tabaco gera mais raiva que o álcool.
Álcool – Oh! Isso é novidade.
Nick Naylor – Meu produto mata 475 mil pessoas ao ano!
Álcool – Agora 475 mil passou a ser um número legítimo.
Nick Naylor – Tá bom, 430 mil. São 12 mil ao dia. Quantas mortes por álcool tem ao ano? 100 mil no máximo? O que é isso? 270 ao dia? Uau. 270 pessoas, que grande tragédia! Desculpe se não vejo terroristas sequestrando alguém da indústria do álcool.
Armas – Bem, vamos relaxar.
Nick Naylor – Quantas mortes por armas de fogo tem ao ano no EUA?
Armas – 11 mil.
Nick Naylor – 11 mil? Está brincando? 30 por dia? Isso é menos que o número de mortes por acidente de carro. Nenhum terrorista vai incomodar vocês.
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Agosto 24, 2009 por thiagojd

Miranda (Meryl Streep) editora chefe de uma importante revista de moda está escolhendo os acessórios para um ensaio fotográfico. Uma assistente mostra dois cintos parecidos para ela escolher e fala que os dois são muito diferentes. Neste momento Andréa (Anne Hathaway) dá uma risada. Baseado no livro de Lauren Weisberger Roteiro: Aline Brosh McKenna
Miranda – Algo engraçado?
Andréa – Não, nada. É que para mim estes dois cintos são iguais. Eu ainda estou aprendendo sobre esta coisa.
Miranda – Esta “coisa”? Ah, entendi. Você acha que isso não tem nada a ver com você. Você abre o seu guarda-roupa e pega, sei lá, um suéter azul todo embolado porque você está tentando dizer ao mundo que você é séria demais para se preocupar com o que vestir. Mas o que você não sabe é que esse suéter não é somente azul. Não é turquesa. É “sirilio”. E você também é cega para o fato de que em 2002 Oscar de la Renta fez uma coleção com vestidos somente nesse tom. E eu acho que foi Yves Saint Laurent, não foi? Que criou jaquetas militares em sirilio. Eu acho que precisamos de uma jaqueta aqui. E o sirilio começou a aparecer nas coleções de muitos estilistas. E logo chegou às lojas de departamentos. E acabou como um item de liquidação nessas lojinhas de beira de esquina. E foi assim que chegou a você. E sem dúvida esse azul representa milhões de dólares em incontáveis empregos. E é meio engraçado como você acha que fez uma escolha que te exclui da indústria da moda, quando, na verdade, você está usando um suéter que foi selecionado para você pelas pessoas nesta sala entre uma pilha de “coisas”.
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Agosto 17, 2009 por thiagojd
Participação especial é um espaço onde você pode colocar o seu trecho de filme favorito. Mande um e-mail para thiagojd@gmail.com e, se sua dica for selecionada, a gente coloca aqui no blog.

CIDADE DE DEUS
Dica de Rodrigo Fernandes
Logo após o assalto no motel, o Trio Ternura se separa para escapar da polícia. Enquanto Marreco e Alicate se escondem no mato, Cabeleira busca abrigo no barraco de Lúcia Maracanã, onde não resiste aos encantos de Berenice. O diálogo acontece enquanto Berenice lava a louça. Baseado no livro de Paulo Lins Roteiro: Bráulio Mantovani
Cabeleira – Alô Berenice. É o seguinte, vou te mandar uma letra invocada agora. Pô mina…já viu falar em amor à primeira vista?
Berenice – Malandro não ama, malandro só sente desejo.
Cabeleira – Assim não dá prá conversar…
Berenice – Malandro não conversa, malandro desenrola uma idéia.
Cabeleira – Pô! Tudo que eu falo, tu mete a foice!
Berenice – Malandro não fala, malandro manda uma letra!
Cabeleira – Vou parar de gastar meu português contigo que tá foda.
Berenice – Malandro não para, malandro dá um tempo
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